Estudantes da Lusíada eleitos para Federação Nacional do Ensino Superior Particular e Cooperativo

25/08/2026 11:08

Estudantes da Lusíada eleitos para Federação Nacional do Ensino Superior Particular e Cooperativo

Federação Nacional do Ensino Superior Particular e Cooperativo (FNESPC) conta, desde 6 de agosto de 2026, com três estudantes da Universidade Lusíada, membros das suas Associações Académicas. Melissa Galiasi FerreiraCarlos Miguel Costa Dias e Vasco Valente de Sá Novais, respetivamente presidentes da Associação Académica de Lisboa e do Porto, e Secretário-geral (Porto), foram eleitos para esta estrutura que representa associações académicas e estudantes de 65 instituições de ensino superior particular e cooperativo. Os cargos, com mandato de um ano, de vice-presidente da FNESPC serão exercidos por Melissa Galiasi Ferreira e Vasco Valente de Sá Novais, sendo Carlos Miguel Costa Dias o novo presidente da Mesa da Assembleia Geral da Federação.

A participação da Universidade Lusíada neste órgão não é novidade: em 2012Artur Joel Pereira Piedade, à época Presidente da Associação Académica da Universidade Lusíada (Porto), foi eleito Presidente do Conselho Fiscal da FNESPC.

Fundada em dezembro de 1997, FNESPC é a estrutura de representação conjunta das associações académicas e de estudantes do subsistema particular e cooperativo. Passou recentemente por um período de inatividade (entre 2022 e 2025), tendo, o ano passado, renascido com novos elementos, contribuindo para o debate e apresentado soluções para todo o sistema de ensino superior, defendendo maior igualdade de oportunidades. Entre as várias propostas dos seus dirigentes, destaca-se a criação de uma dedução em IRS das despesas dos estudantes do ensino superior, reforçada para os deslocados, reconhecendo o peso crescente dos custos de frequência e alojamento. A ação social e os apoios aos estudantes são também prioridades, defendendo-se que ninguém deve ser impedido de frequentar o curso ou a instituição que pretende por razões económicas e que os apoios públicos devem acompanhar cada estudante, independentemente da instituição. A intervenção da FNESPC inclui, ainda, as propinas no ensino superior público, o financiamento e a evolução do modelo de ensino superior, procurando conciliar acessibilidade, qualidade e sustentabilidade. Defende, igualmente, a valorização dos territórios e o papel das instituições de ensino superior na criação de oportunidades, fixação de jovens qualificados e desenvolvimento económico e social das regiões — um sistema de ensino superior ao serviço da coesão territorial.

Os estatutos, publicados em "Diário da República", estabelecem que podem ser membros as associações de estudantes pertencentes ao subsistema particular e cooperativo que cumpram os requisitos previstos nos estatutos. A Federação é definida como uma organização de âmbito nacional representativa das associações de estudantes federadas. Entre os princípios que tradicionalmente estruturam a FNESPC encontram-se: independência; autonomia; participação das associações federadas; e defesa dos interesses dos estudantes. A Federação participa e intervém em questões como: legislação do ensino superior; financiamento e bolsas; ação social; propinas; condições de frequência; direitos dos estudantes; participação estudantil na governação do ensino superior; revisão do RJIES – Regime Jurídico das Instituições de Ensino Superior; políticas públicas de educação; e reconhecimento e valorização do ensino superior particular e cooperativo.

Universidade Lusíada parabeniza os estudantes eleitos, situação que reforça a participação da instituição no movimento associativo estudantil e na representação nacional dos estudantes do ensino superior particular e cooperativo. Esta nomeação coloca os estudantes da Universidade Lusíada no centro de um debate nacional sobre pluralismo institucional e igualdade entre os diferentes subsistemas de ensino superior. A FNESPC tem defendido que as instituições privadas e cooperativas devem ser reconhecidas como parte integrante do sistema nacional de ensino superior, com funções sociais, formativas e científicas.



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